O Índice Nacional de Confiança ACSP/Ipsos, elaborado pela Ipsos Public Affairs para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), mostra que a confiança do consumidor brasileiro teve queda de um ponto, passando de 130 em maio para 129 em junho deste ano. O resultado, considerado otimista, é superior ao medido há um ano, quando registrava 126 pontos
Segundo o economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP Emílio Alfieri, a região Sudeste é a mais otimista da pesquisa e a única que registrou alta nos pontos, atingindo 142. Já as regiões Norte e Centro-Oeste tiveram queda de 10 pontos em comparação com o mês de maio deste ano, passando para 133 pontos.
“Enquanto a região Nordeste teve 128 pontos, a Sul se manteve pessimista com recorde de baixa, passando de 99 para 86 pontos”, diz Alfieri, observando que um dos motivos para o pessimismo possa ser a valorização do real frente ao dólar, que prejudicou a exportação de produtos locais, como os calçados de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.
Compras – O INC indica uma boa situação para o segmento de eletrodomésticos, em que 44% dos entrevistados disseram ser mais favoráveis a essas aquisições, contra 29% que responderam ser menos favoráveis. Em relação às compras de imóveis e automóveis, a situação inverte-se, apontando 36% de respostas menos favoráveis ante 33% mais favoráveis a essas compras. “O consumidor tem medo de entrar em uma dívida muito grande, por isso, age com cautela na hora de comprar”, diz Alfieri.
Já a confiança na manutenção do emprego teve ligeiro aumento de 40% para 42% e a falta da confiança na segurança do emprego registrou uma leve queda de 27% para 26% na comparação com o mês anterior. Alfieri diz que, de acordo com os dados da pesquisa, 39% da população brasileira acredita que a situação econômica de sua região para os próximos seis meses vai continuar forte, contra 17% que estimam o contrário. “O que percebemos é muita confiança no futuro e um cenário positivo para o varejo, sobretudo, o de linha branca e eletro portáteis.”