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Consórcios estimulam as exportações das pequenas

Guarulhos, 02 de julho de 2002

Pequenas e médias empresas do setor têxtil pretendem aproveitar evento do setor para encontrar potenciais compradores internacionais e alavancar suas exportações. Alguns compradores de marcas internacionais importantes estarão em São Paulo, como Bisou-Bisou e GAP. Hoje começa a Feira Internacional da Indústria Têxtil (Texbrasil Fenit), Feira Internacional da Indústria da Tecelagem (Texbrasil Fenatec), e Salão Internacional da Moda (SIM), no Pavilhão de Exposições do Anhembi.

Por meio de projeto da Agência de Promoção às Exportações (APEX), de formação de consórcios exportadores, as empresas participantes contam com apoio financeiro de 50% para participar de feiras. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) também tem projeto para divulgar o setor. Eliseu Simões, diretor do consórcio paulista Tropical Spice, que reúne 19 empresas, contou que espera fazer contatos que rendam negócios em torno dos US$ 200 mil durante o evento. Simões disse que, com a formação dos consórcios e participação em feiras internacionais, as exportações do grupo – quase raras antes do projeto – alavancaram de US$ 51 mil no primeiro ano 2000) para US$ 200 mil em 2001. “O objetivo é atingir os US$ 900 mil este ano”, conta. Os consorciados exportam moda feminina para o mercado europeu, Chile e Venezuela. “Exportávamos para a Argentina também, antes da crise”, conta. As seis empresas do consórcio capixaba Vitória Exports participarão da feira pela primeira vez. “Nos últimos doze meses, chegamos a exportar US$ 200 mil”. No primeiro ano, as vendas externas somaram US$ 30 mil. O consórcio vende hoje moda de praia para os EUA, Espanha, Portugal, Austrália e Grécia.

Érica Polo