Comércio sofre com falta de moedas
O velho e bom cofrinho para guardar moedas continua sendo o maior inimigo do comércio guarulhense. Pode parecer brincadeira, mas não é. O costume de muitas pessoas em juntar moedas de R$ 0,10, R$ 0,25 e R$ 1,00 vem se tornando um transtorno para os comerciantes que precisam procurar alternativas na hora de dar o troco.
Na padaria Braseiro, clientes são incentivados a usar as moedas
A caixa da Padaria Braseiro, Vera Lúcia Primo da Silva, disse que em conversas com os clientes descobriu que a maioria deixa o dinheiro de metal guardado no carro ou em casa, o que acaba afetando na hora de dar o troco. “A gente sempre incentiva nossos clientes a usarem moedas em suas compras. Tem dia que não temos moedas para troco, o jeito é oferecer a bala”, disse.
Já Luiz Antônio Bordino, da Hiperfarmac, procurou uma alternativa para não ficar sem moedas no caixa. “Faço a troca de dinheiro no transporte coletivo, pois nas agências bancárias é difícil. Quando não tem jeito, procuro arredondar o preço final das compras de meus clientes”, falou.
Para o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emílio Alfieri, o problema pode ser solucionado por meio de uma campanha no comércio. “O Banco Central pode até contribuir, mas o comércio, que de tempos em tempos sofre com a falta de moedas, pode ajudar incentivando a população a utilizar moedas”, disse.
Luiz Antônio Bordino troca moedas no transporte coletivo
Somente em 2008, o Banco Central do Brasil espera emitir 1,25 bilhão de moedas, sendo 400 milhões de R$ 1,00. Por mês, em média, o BC lança 100 milhões de unidades.





