Comércio fatura no 1° turno
O comércio paulista faturou bastante no dia 1° de outubro.Na Rua 25 de março, principal ponto de comércio popular de São Paulo, o movimento registrado foi o de sempre: caótico. Nem a chuvinha esporádica afugentou a população. Era quase impossível caminhar ou escolher os produtos. Havia até performance de um ator numa loja de fantasias, com clima de filme de terror. Nem precisava tanto, o público já estava concentrado nas compras.
Os eleitores e os consumidores foram disputados; preços convidativos nas lojas, apelos de candidatos nas ruas – um carro de som carregava quatro metros de busto gigante de uma candidata. E inúmeros cabos eleitorais distribuíam seus santinhos.
O gerente geral da Armarinhos Fernando, Márcio Eduardo Gavranic, disse que o movimento no final de semana foi melhor do que o registrado no período anterior. “As vendas subiram cerca de 30%. As pessoas não puderam viajar, em razão das eleições e resolveram comprar. Mas, se não fosse o Dia das Crianças, o resultado não seria tão positivo”, avaliou. Segundo Gavranic, passaram pela loja, ontem, mais de mil pessoas.
Bom Retiro – A Rua José Paulino, no Bom Retiro, também foi tomada por uma multidão. “O clima frio não ajuda, no final de mês as pessoas não têm dinheiro, mas as vendas estão indo bem – devem ser 30% maiores em relação ao final de semana anterior”, disse o locutor da Universo das Calcinhas, Anderson Costa.
A gerente da Item I, especializada em roupas femininas, Lourdes Farias, registrou o mesmo índice de crescimento. As amigas e bancárias Fernanda Zanovali e Cibele de Bonito, de Campinas, viajaram especialmente para comprar no sábado. Já o dentista Devanil Ferlin trouxe a família de Fernandópolis, a 570 km de São Paulo, para participar de uma festa de formatura e também para gastar. “Vamos voltar hoje (domingo) cedo. Se não fosse a eleição, ficaria em São Paulo até a noite”, disse.
Shoppings – Como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou o funcionamento do comércio no domingo, muitos estabelecimentos abriram as portas e os lojistas não se arrependeram. Às 17 horas de ontem, quem foi ao shopping ABC encontrou o estacionamento lotado. A mesma situação aconteceu no shopping Center Norte.
Na Puc, loja de roupa infantil, a publicitária Camila Santana levou sapatinhos para o primo. “Paulista gosta de comprar”. A empresária Maria Aparecida Saffhauser optou por calças jeans para o sobrinho. “Sei que criança gosta de brinquedos, mas as roupas são necessárias. “A gerente da loja, Amanda Góes da Fonseca, disse que não esperava tanto movimento.





