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Comércio pode crescer 6% neste ano

Praticamente todos os setores do varejo entraram em recuperação a partir de setembro-outubro, e devem fechar o ano com um crescimento nas vendas acima de 6%, em relação a 2008. Apenas alguns poucos segmentos do comércio, a indústria de forma mais ampla e a agricultura, que perde rentabilidade por causa da elevação do real, ainda não se ajustaram a esse quadro.

No mais, a inflação e a inadimplência estão sob controle, e a principal preocupação dos empresários encontra-se focada no aumento das despesas do governo com custeio, num momento em que a arrecadação está caindo. “Isso pode ser o pretexto para justificar um aumento da carga tributária”, alertou um economista na quarta-feira, 21, na reunião de conjuntura da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), composta por líderes empresariais de todos os setores e economistas.

Ao contrário das vendas no varejo, a maior preocupação veio do representante da indústria, setor que ainda ressente os impactos da crise financeira mundial. A perspectiva é que a indústria como um todo deva cair, este ano, quase 9%, o pior indicador desde 1975. Nos depoimentos setoriais, o setor de máquinas e equipamentos é o que mais vem sofrendo, com uma retração de 50% no faturamento, neste primeiro semestre. “No entanto, já dá leves sinais de recuperação no segundo”, informou um empresário.

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