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Comércio só acredita em vendas melhores em março

Guarulhos, 10 de fevereiro de 2004

ArteO comércio adiou para março as perspectivas de melhor desempenho de vendas. O verão chuvoso em boa parte do país, a proximidade do carnaval e a interrupção da queda do juro básico da economia em janeiro fez o setor passar a olhar com mais cautela seus números. Emílio Alfieri, economista da Associação Comercial de São Paulo, afirmou que os lojistas não esperam “muita coisa” de fevereiro. Na avaliação dele, o consumidor não sabe a taxa de juro que paga, mas a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) gerou impacto psicológico. A próxima reunião do Copom para decidir sobre os juros está marcada para a semana que vem, nos dias 17 e 18.

– Interromper a queda gerou ansiedade para a próxima reunião. Acreditamos que a taxa só voltará a baixar com mais intensidade em março ou abril. Por isso, é melhor esperar os resultados de março, para fechar o trimestre e avaliar as perspectivas para o ano – diz Alfieri.

A Associação Comercial de São Paulo começou 2004 apostando em alta de 6% nas vendas deste ano, empolgada com os resultados do último bimestre do ano passado.

Para Fábio Pina, assessor econômico da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), ainda não há números suficientes sobre as vendas desde início de ano, mas a interrupção da queda de juro deu um “banho de água morna” no comércio. Segundo ele, o aumento do volume de crédito foi adiado, assim como o ímpeto de crescimento. A entidade prevê uma alta entre 3% e 4% no faturamento do comércio este ano. Pina afirma que é cedo para rever números.

Cleide Carvalho