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Comércio informal representa 50% do regular

Guarulhos, 22 de junho de 2007

Secretário de Desenvolvimento Econômico participa de audiência pública na Câmara

As diretrizes orçamentárias da Secretaria de Desenvolvimento Econômico para 2008 foram explicadas pelo secretário Antônio Carlos de Almeida e pelo secretário-adjunto Yutaka Kanbe, em audiência pública realizada na Câmara. Almeida também revela que o comércio informal já representa 50% dos regulares. A audiência foi convocada pelo vereador Luiz Alberto Zappa (PMDB), presidente da comissão especial da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

A reserva no orçamento para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico é de R$ 7,6 milhões. Esses recursos devem ser aplicados em ações específicas para o desenvolvimento e promoção da economia no município. O secretário explica que a maior parte do dinheiro disponibilizado no orçamento será utilizado para pagamento de pessoal e contratação de consultorias.

A gestão do comércio em áreas públicas, que trata das atividades econômicas informais, foi amplamente debatida. Segundo o secretário, o número de comerciantes informais já chega a 50% dos regulares, em toda a cidade. No Centro, a atividade informal mais comum é a venda ambulante de produtos. Já na periferia, as lojas montadas e em atividade irregular também são comuns. Almeida revela que muitos informais pretendem a regularização da atividade, mas não conseguem em razão das dificuldades impostas pela burocracia.

Dois aspectos da informalidade são tratados separadamente pela SDE. Um deles é a questão do trabalhador desempregado que encontra na venda ambulante ou na loja de garagem uma forma de compor o orçamento da família.

Para esses, o projeto “Sala do Empreendedor”, que tem a proposta de simplificar e orientar sobre os processos administrativos para abertura e expansão de empresas será implementado, ainda neste ano. “O objetivo principal é orientar os (comerciantes) informais sobre o ônus e o bônus da regularização”, diz.

Ele relaciona a carga tributária como “uma das grandes dificuldades”, mas adverte que, para obtenção de crédito, a pessoa jurídica encontra maiores facilidades junto às instituições financeiras. “A questão tributária precisa ser revista.”
O outro aspecto da informalidade é a utilização da clandestinidade para ampliação de negócios. “Temos informações de ambulantes que têm várias barracas montadas na cidade. Com esses, nós temos de ser mais duros”, diz o secretário, referindo-se à intensificação da fiscalização e punição.

Aeroporto – A questão da ampliação do Aeroporto Internacional de Cumbica, na Zona Leste, e conseqüente desenvolvimento do entorno foi abordada, mas sem profundidade. O secretário revela que ainda não existe definição para instalação do centro de convenções Feira de Milão, embora o município ainda esteja conversando com os empreendedores a respeito. Segundo Almeida, há um condicionamento da instalação à definição sobre a ampliação do aeroporto e construção da terceira pista. “A Prefeitura já fez tudo o que lhe cabia para viabilizar a instalação, mas os empreendedores estão esperando definição da Infraero, que ainda discute se vai construir ou não a terceira pista”, diz o secretário. “Nós estamos tão frustrados quanto os senhores”, relata o secretário aos parlamentares.

Os pontos sobre o trabalho da SDE para o desenvolvimento tecnológico foram abordados pelos secretário-adjunto. Kanbe revela que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico está intermediando um trabalho conjunto entre a Universidade de São Paulo (USP), Universidade Guarulhos (UnG), Universidade Metropolitana do Estado de São Paulo (Unimesp – FIG) e Faculdades Integradas Torricelli para elaboração e execução de um projeto que prevê pesquisas e diagnósticos do desenvolvimento econômico de Guarulhos. Segundo ele, as discussões já foram iniciadas.