As quadrilhas copiam o código magnético e a senha do cartão. Quando a fraude é descoberta, os bancos devolvem o dinheiro rapidamente quando sabem que o cliente usou uma máquina adulterada, mas exigem investigação nos demais porque há casos de fraudes simuladas pelo próprio correntista.
No ano passado o número de plásticos atingiu 119 milhões. A rede é vasta demais para estar sempre 100% livre da ação de fraudadores. “Surgem a cada dia novos tipos de fraudes, o que leva os bancos a uma corrida contínua de investimentos”, diz Edison Costa, diretor da Febraban.
O tipo mais comum de fraude é conhecido como chupa-cabra. Com a participação de algum funcionário dos serviços de manutenção dos caixas automáticos, a quadrilha insere um aparelho na máquina de auto-atendimento que copia a tarja magnética e a senha de cada cartão no momento em que é passado. Como medida preventiva, os bancos fazem rondas preventivas nos caixas automáticos. Alguns foram mais longe. “Já há sistemas que não autorizam saques quando a operação foge demais do perfil do cliente” explica Eduardo Kfouri, presidente da ACI Worldwide, fabricante de programas para bancos. “Mas há um risco: o bloqueio pode inviabilizar saques legítimos também”, ressalta.
Marcelo Aguiar