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Cartões de débito são novo alvo de quadrilhas

Guarulhos, 30 de agosto de 2002

arteAs quadrilhas de fraudadores abriram um novo flanco na segurança do sistema financeiro. Depois de uma onda inicial de golpes contra cartões de crédito, os ataques chegaram também aos cartões de débito. A clonagem dos plásticos originais é o golpe que mais cresce nas instituições financeiras. Na cidade de São Paulo, as queixas no Procon de clientes que perderam dinheiro devido a erros em transações eletrônicas praticamente dobraram, passando de 580, em 1999, para 555 somente no primeiro semestre deste ano. Quase todas, segundo o próprio Procon, foram por dinheiro sacado indevidamente em caixas automáticos.

As quadrilhas copiam o código magnético e a senha do cartão. Quando a fraude é descoberta, os bancos devolvem o dinheiro rapidamente quando sabem que o cliente usou uma máquina adulterada, mas exigem investigação nos demais porque há casos de fraudes simuladas pelo próprio correntista.

No ano passado o número de plásticos atingiu 119 milhões. A rede é vasta demais para estar sempre 100% livre da ação de fraudadores. “Surgem a cada dia novos tipos de fraudes, o que leva os bancos a uma corrida contínua de investimentos”, diz Edison Costa, diretor da Febraban.

O tipo mais comum de fraude é conhecido como chupa-cabra. Com a participação de algum funcionário dos serviços de manutenção dos caixas automáticos, a quadrilha insere um aparelho na máquina de auto-atendimento que copia a tarja magnética e a senha de cada cartão no momento em que é passado. Como medida preventiva, os bancos fazem rondas preventivas nos caixas automáticos. Alguns foram mais longe. “Já há sistemas que não autorizam saques quando a operação foge demais do perfil do cliente” explica Eduardo Kfouri, presidente da ACI Worldwide, fabricante de programas para bancos. “Mas há um risco: o bloqueio pode inviabilizar saques legítimos também”, ressalta.

Marcelo Aguiar