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Carga tributária baixa para vender mais confecção

Guarulhos, 19 de junho de 2013

O setor têxtil vai apresentar ao governo federal proposta para a criação de um regime tributário específico voltado às empresas de confecção. Será uma tentativa de reduzir a carga tributária dessas empresas, que hoje chega a 18% da receita bruta, para até 6%. O setor, em especial os fabricantes de vestuário, enfrenta forte concorrência de importações vindas da Ásia. Entre janeiro e março, o País importou 5% a mais de roupas do que em igual período do ano passado. Já as exportações caíram 10,7% na mesma base de comparação.

Os dados são da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), entidade responsável pela elaboração da proposta, chamada de Regime Tributário Competitivo para Confecção (RTCC), que será entregue ao governo. Para obter a redução na carga que incide sobre as confecções, a proposta prevê redimensionar o peso dos tributos federais recolhidos por essas empresas.

Segundo a Abit, reduzindo a tributação sobre a produção para os 6% pretendidos seria possível à indústria de confecção “elevar em 69% o volume de produção até 2025 e gerar 300 mil empregos”.