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Campanha contra a CPMF nas ruas

Guarulhos, 28 de agosto de 2007

O presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Gilberto Luiz do Amaral, conclamou os empresários e líderes de entidades de classe que assistiram à reunião plenária da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) a levar às ruas a campanha contra a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF)

“Esse tributo é como uma célula cancerígena que invade o movimento bancário, está embutida no preço das mercadorias e serviços e consome, em média, sete dias de trabalho”, calculou. Amaral disse que até ontem a União havia arrecadado R$ 22 bilhões só com essa contribuição, em 2007. Até o final do ano, serão R$ 35 bilhões, não divididos com estados nem municípios.

Depois de assistir às simulações com o Impostômetro remodelado, mostrando quanto cada brasileiro deverá recolher nos próximos anos, caso a prorrogação da cobrança seja aprovada no Congresso, o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burti, reforçou o compromisso da entidade de levar à sociedade informações sobre quanto e o quê se paga de impostos no Brasil. “A única virtude da CPMF é que é um tributo sem preconceitos, pois atinge a todos”, brincou.

Pelas projeções do novo painel que mede a arrecadação de tributos, apresentado ontem, a contribuição deverá render R$ 35 bilhões aos cofres da União até o final deste ano. Caso seja aprovada a prorrogação pelo Congresso, o governo arrecadará R$ 43 bilhões em 2009, e R$ 47 bilhões em 2010.

Para o presidente do IBPT, também é preciso derrubar o mito de que a CPMF pesa mais no bolso de pessoas com maior poder aquisitivo. “Taxistas e caminhoneiros então entre as categorias profissionais mais taxadas”, lembrou. Para Amaral, não há justificativa para se manter a cobrança desse tributo, até porque “nunca se cumpriu o que foi prometido quando foi criado, ou seja, salvar a área da saúde”.

Amaral disse que, do início do ano até ontem, a arrecadação de tributos totalizava R$ 581 bilhões no Impostômetro. Até o final de 2007, serão R$ 905 bilhões. “Ou seja, na comparação com o ano passado, a arrecadação terá um crescimento de 12%”, calculou.

Presente à plenária, o secretário estadual do Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos, disse que a campanha deve atingir em especial os trabalhadores. “A ACSP e várias entidades de classe têm uma história de luta, com a derrubada da MP 232, e é possível popularizar uma campanha nos mesmos moldes”, afirmou. Essa MP propunha o aumento da tributação sobre o setor de serviços.