Brasileiro prefere loja
O consumidor brasileiro não dispensa ir até uma loja na hora de comprar o seu computador. É o que mostra uma pesquisa realizada pela Intel, divulgada neste último final de semana no evento Editors Day, que aconteceu em Trancoso, na Bahia. “Ele tem de colocar a mão, tocar, ver se o teclado não é muito pequeno, mesmo que já tenha realizado uma pesquisa pela internet anteriormente”, contou o diretor de marketing da Intel, Elber Mazaro.
A pesquisa foi realizada online com 400 consumidores da classe A e B, de diversas partes do Brasil. O resultado mostrou que 93% vão à loja antes de fechar negócio e apenas 19% fecham sem ir até a loja. O estudo ainda apontou que dos 93% que foram visitar a loja, 62% deles fizeram uma pesquisa prévia sobre o computador em algum site noticioso ou de busca para obter informações. E uma grande parte ainda consultou sites de fabricantes ou fórum de discussões.
O comportamento do brasileiro também é muito diferente dos consumidores ingleses e norte-americanos. Nesses países, considerados maduros, quase a metade da população compra suas máquinas pela internet, em um total de 47% nos Estados Unidos e 37% no Reino Unido. O percentual de compradores que afirmaram ir até uma loja para verificar o produto pessoalmente é bem menor em ambos os países.
Outra pesquisa, também realizada pela Intel, só que sem ser pela internet e com 3 mil consumidores da classe A, B, C e D, mostrou que o preço não é o único fator decisivo na hora de escolher o computador. As vantagens técnicas e a facilidade de uso interferem na escolha. “Quanto mais ele entende de tecnologia, mais rápido ele decide qual produto vai comprar”, explica Mazaro.
A classe A ainda é a que mais compra computadores para uso residencial e a que mais utiliza a internet, passando cerca de duas horas conectada. Por outro lado, a classe B é a que mais almeja a compra de seu segundo PC como sonho de consumo, só que o preço ainda é fator fundamental na hora da escolha e a grande maioria não muda o orçamento planejado para a compra do equipamento. “Uma boa parte da classe B é egressa da classe C e ela guarda dinheiro para dar uma entrada maior e aliviar as prestações”, diz Mazaro.
A classe A usa o PC para fins práticos, tais como operações financeiras, planejamento de viagem ou trabalho. “O computador também virou uma fonte de entretenimento para os usuários da classe A, que o utiliza para jogos online, por exemplo”, explica Mazaro. Já a classe B é o grupo que mais utiliza o PC para trocar e-mails e acessar o Orkut.
Entre os principais motivos que levam os consumidores das classes A e B a comprar um computador estão promoções ou necessidade de substituir o equipamento obsoleto. Nesses casos, segundo a pesquisa, parte do homem a decisão sobre a necessidade da compra, com 42% do total, mas é a mulher que realmente a efetiva, com 55% das respostas. Os homens também são os maiores responsáveis pela compra por impulso, representando 63% na pesquisa. Nesse processo, os vendedores têm uma grande importância na aquisição. Ele é visto como influenciador por 23% dos entrevistados.







