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Brasil já é o segundo do mundo em internet banking

Bancos registram crescimento exponencial no uso da rede e agora partem para a fidelização dos clientes. O outro objetivo é conquistar o mercado corporativo.

Os serviços de internet banking estão consolidados. Essa é a opinião dos executivos das principais instituições financeiras do País que registraram crescimento expressivo em 2002, superando 50% no número de usuários e em mais de 150% no volume de transações, levando o Brasil à vice-liderança mundial nesse segmento, de acordo com Microsoft e os próprios bancos.

A taxa de uso da internet dos clientes das instituições financeiras brasileiras é bem superior à da população geral. De acordo com levantamento feito pelo banco Real ABN Amro Bank e a consultoria McKinsey, aponta que 23% dos clientes dos bancos do Brasil usam internet banking. Número igual ao dos Estados Unidos e cinco pontos percentuais acima da média européia. Mas já há bancos em que esse índice é de 42%, como no BankBoston. No Real é 28% e no Citibank, 35%. Para este ano, a expectativa é que esses percentuais se mantenham semelhantes no Brasil e cheguem a 24% nos EUA, informa a diretora adjunta de canais eletrônicos pessoa física do Real, Ivani Avventurato. Já a taxa de inclusão digital, segundo dados do Comitê de Democratização da Informática (CDI) é de 26,7 milhões, ou seja, apenas 15% da população.

As palavras de ordem dos bancos são fidelizar o cliente pessoa física e buscar oferecer serviços cada vez mais diferenciados para fazer com que as empresas migrem mais para o internet banking. A maioria dos bancos intensificou seus serviços para o mercado corporativo. Nesse segmento, que é o que tem maior taxa de crescimento, há um novo mundo a ser explorado com o aumento da cobrança de tributos federais, estaduais e até municipais, como GARE, DARF, IPVA, INSS e IPTU.

Os bancos não revelam qual é a economia obtida com o aumento das transações bancárias pela internet, mas sabe-se que ela é bastante significativa, inclusive, com efeitos positivos sobre os resultados registrados nos balanços. Custos mais básicos, como pessoal e papéis, são praticamente zero na web. Com isso, os índices de eficiência aumentaram de forma expressiva.

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