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Brasil – Itália: manufaturados incrementam relação comercial

A Itália está entre os principais parceiros comerciais do Brasil. No ano passado, as relações bilaterais movimentaram US$ 6,4 bilhões, 18% mais do que em 2005. O Brasil leva vantagem no saldo comercial dos últimos cinco anos. Em 2006, a balança fechou com US$ 1,2 bilhão favorável ao País. As empresas italianas também figuram entre as que mais investem no Brasil, com montantes médios anuais que superam os US$ 400 milhões, segundo a Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria.

Embora a praxe das exportações brasileiras para países da União Européia (UE) seja as commodities, entre as toneladas de grão, óleos e minérios que mensalmente embarcam para Itália, aparecem automóveis e seus componentes como destaque entre os produtos manufaturados. O Grupo Fiat do Brasil (Fiat Automóveis, Magneti Marelli, Iveco e CNH) exportou para a matriz US$ 125,9 milhões em 2006, entre carros e componentes, valor semelhante ao alcançado no ano anterior.

Só a subsidiária Cofap Automotive Suspension, da Magneti Marelli, exportou no ano passado US$ 20,11 milhões (15,6 milhões de euros) para a Itália em amortecedores para os modelos Grand Punto, Punto, Lancia, New Panda, Stilo, New Stilo e Idea. O valor exportado pela Cofap é 65% superior ao alcançado em 2005, segundo o diretor comercial da marca, Norberto Klein.

Vantagem – A despeito do real valorizado e da alta carga tributária, ainda é mais barato para as multinacionais européias importarem de suas indústrias instaladas no Brasil do que comprarem, mesmo sem pagar tarifas alfandegárias, de suas fábricas da zona do euro. Além da mão-de-obra brasileira ser bem mais barata (o salário mínimo médio na UE bate os 650 euros), a Itália é carente de minério de ferro, indispensável para indústrias pesadas, como a automotiva.

Por isso, na ponta da pauta de exportação nacional para aquele país figura a commodity minério de ferro. Em 2006, dos US$ 3,3 bilhões exportados para a Itália, US$ 500 milhões foram desse produto em suas diferentes variações, vendido basicamente pela Vale do Rio Doce e suas subsidiárias.

Balanço feito pelo secretário geral da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria, Francesco Paternó, considera positivo o desempenho do Brasil ao longo de 2006, e traça perspectivas semelhantes para este ano nas relações bilaterais. Segundo Paternó, entre os avanços do governo Lula figuram “a abertura de novos mercados e a antecipação do pagamento da dívida junto ao FMI (Fundo Monetário Internacional), medidas que dão segurança aos investidores”.

Segundo a Câmara Ítalo-Brasileira, os setores de maior interesse para os novos investimentos italianos no Brasil são agroindústria, infra-estrutura, metal-mecânico, maquinários, telecomunicações, bancário-financeiro e turismo.

Hoje, cerca de 166 empresas italianas atuam no País, segundo o Instituto Italiano para o Comércio Exterior (ICE), presentes na forma de filiais, representantes, participações societárias, joint-venture, escritórios comerciais, assistências técnicas e licenças. Entre as principais estão Aprilia, Atom, Barilla, Ferrero, Fiat, Parmalat, Pirelli e outras.

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