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Brasil em Berlim, pronto pra briga

Guarulhos, 12 de junho de 2006

A Seleção Brasileira desembarcou ontem à noite em Berlim, onde fará amanhã o jogo de estréia na Copa do Mundo contra Croácia, e foi recepcionada por dezenas de torcedores antes de seguir para o Kempinski Hotel.

Diário do ComércioA delegação brasileira divide o hotel com outros hóspedes, mas tem todo o segundo andar reservado. Hoje, às 11h15 (horário de Brasília), o time faz o treino de reconhecimento do gramado no Estádio Olímpico – que receberá também a decisão desta Copa do Mundo.

Ainda em Königstein, o técnico Carlos Alberto Parreira, após um demorado treinamento de jogadas a partir de bolas paradas, mostrou confiança na equipe: “Estamos prontos para a estréia e não tenho dúvida de que vamos à Segunda Fase.”

O último ensaio do Brasil antes da estréia deixou claro o quanto ele aposta nas jogadas de bola parada. Na defesa, teme o bombardeio aéreo do inimigo. No ataque, espera tirar proveito da boa estatura de Adriano, Lúcio, Kaká, Emerson e Juan, com Ronaldo sempre à espreita de um rebote. “Tenho visto muita gente preocupada em marcar a bola, esquecendo-se de um homem livre dentro da área. Isso não pode acontecer conosco. Cada um da defesa tem de marcar um dos atacantes”, obsertvou o técnico em relação aos primeiros jogos da Copa.

Em determinados momentos do treino, Parreira teve de pedir mais vigor a Ronaldinho Gaúcho nos cruzamentos na área. Situação normal de um treinamento. O técnico tem plena consciência de que Ronaldinho Gaúcho, o grande ídolo dos torcedores e até dos filhos de outros jogadores da Seleção, pode fazer a diferença na Copa. E conta com ele para um lance que considera a grande arma do Brasil: “O Ronaldo dificilmente se coloca numa posição de impedimento. Ele sempre se coloca no limite. Temos de lançar esta bola entre os zagueiros para que ele possa aparecer por trás da defesa adversária.”

Na entrevista coletiva, o técnico fez questão de definir o compromisso da Seleção: “Nós temos a obrigação de fazer o melhor. Não temos a obrigação de ganhar.” O capitão Cafu e o craque Ronaldo também participaram da entrevista. Cafu se disse pronto para estrear bem depois da cirurgia a que se submeteu no começo do ano: “Os médicos do Milan até falaram que eu iria chegar na Copa em melhores condições que outros jogadores, que estariam mais cansados.” Ronaldo espicaçou mais uma vez os repórteres: “Estou desejando, mais do que ninguém, que comece a Copa. Assim, vamos parar de falar besteira e vamos falar só de futebol.”