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Brasil é o 3º em trabalho temporário no mundo

O Brasil é o terceiro maior contratante de trabalho temporário do mundo, com média diária de 965 mil contratos. A constatação é da Confederação Internacional de Trabalho Temporário e Terceirização (Ciett), entidade que congrega mais de 50 países e que anualmente divulga o estudo The agency work industry around the world. A edição 2012 contempla dados referentes ao cenário do setor em 2010.

Em todo o mundo, segundo levantamento da Ciett, há 10,4 milhões de temporários. Os Estados Unidos lideram o ranking, com aproximadamente 2,58 milhões de trabalhadores. Em segundo lugar a África do Sul, com 967 mil contratos temporários e na quarta colocação o Japão, com 960 mil.

O Sindicato das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário do Estado de São Paulo (Sindeprestem) é o representante brasileiro junto ao Ciett. No Brasil, o Trabalho Temporário é regulamentado pela Lei 6.019/74 e pode ser utilizado para substituição de mão de obra efetiva – afastamento por licença médica, por exemplo – ou para suprir a demanda quando há acréscimo extraordinário de serviço, como acontece nas datas comemorativas como Páscoa, Dia das Mães e Natal.

Primeiro emprego – Jovens em busca do primeiro emprego têm grandes chances de adentrar pela primeira vez no mercado por meio do Trabalho Temporário. De acordo com a 5ª Pesquisa Setorial Sindeprestem/Asserttem, 12,5% das vagas abertas pelo setor são preenchidas por pessoas com este perfil.

Para incentivar a empregabilidade formal, já que os trabalhadores temporários têm os mesmos direitos de um funcionário efetivo, o Sindeprestem tem atuado junto à Câmara dos Deputados com o objetivo de atualizar a Lei 6.019/74, incluindo também o primeiro emprego como motivo justificador da contratação. “Pretendemos que mais jovens sejam contratados como temporários, pois além de ser emprego formal e de qualidade, o salário pago é o mesmo dos funcionários efetivos da empresa contratante e há chance de adquirir experiências diversas e construir uma carreira profissional”, diz Vander Morales, presidente do Sindeprestem.

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