O mercado financeiro vive mais um dia de recordes. Durante a manhã, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) atingiu nova máxima intraday (durante os negócios) e bateu em 43.797 pontos. O risco Brasil – taxa que mede a desconfiança do investidor estrangeiro em relação à capacidade de pagamento da dívida do País – chegou ao patamar de 203 pontos, depois de fechar ontem em novo recorde, de 205 pontos, o menor nível de fechamento da história.
Às 13h43, a Bolsa opera em alta de 1,04% (43.733 pontos) e o risco Brasil está em 204 pontos. Ou seja, os títulos do governo brasileiro pagam 2,04 pontos porcentuais acima dos juros pagos pelos títulos norte-americanos.
Nos Estados Unidos, o mercado também registra novos recordes. O índice Dow Jones – que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York – atingiu nova máxima intraday, a 12.384,30 pontos, com investidores mantendo firmes suas apostas na valorização da bolsa norte-americana. O mercado acionário norte-americano sobe a despeito da alta do petróleo e da apreciação do juro dos títulos norte-americanos.
Aliás, a alta dos juros dos títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA foi a justificativa dada pela economista-chefe do BES Investimentos, Sandra Utsumi, para a queda do risco Brasil. “Com o dado das vendas no varejo (divulgado na quarta), os investidores ficaram otimistas com a economia americana”, disse em entrevista para a coluna Mercado Financeiro, do jornal O Estado de S. Paulo, desta quinta. Com isso, os investidores vendem os papéis do governo para aplicar em ativos mais arriscados e com maior potencial de valorização. Assim, o juro que remunera os bônus sobe.
Alguns analistas, entretanto, disseram que a queda do risco Brasil demonstra a percepção positiva dos investidores locais e externos sobre os fundamentos macroeconômicos brasileiros e as expectativas de continuidade da queda da Selic (taxa básica de juros da economia), que tende a favorecer o crescimento econômico.