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BB vai lançar linha para as micros no 2º semestre

Guarulhos, 29 de maio de 2003

arteO presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira (28) que o governo pretende estimular o mercado de microcrédito, utilizando o Banco do Brasil para promover maior concorrência no sistema financeiro e conseguir a redução do spread bancário ” diferença da taxa de juro de captação e a cobrada dos clientes pelos empréstimos.

Em audiência na Comissão de Finanças e Tributação na Câmara, Meirelles, entretanto, não informou quando as medidas serão tomadas.

A assessoria do BB confirmou a informação, mas salientou que novidades na área virão no segundo semestre.

Programas de microcrédito em geral fazem empréstimos da ordem de R$ 1 mil e cobram juros abaixo ou em linha com praticado nos bancos.

Empreendedor “caseiro”

O BB já tem linha de crédito para os empreendedores “caseiros”, o Proger Setor Informal, a juros de 6% ao mais TJLP (taxa do BNDES, hoje em 11% ao ano), com prazo máximo de 6 meses e limitada a R$ 10 mil.

“Trabalhadores autônomos, empreendimentos de caráter domiciliar, artesãos e proprietários de pequenos e micro negócios familiares”, os alvos dessa linha, precisam apresentar um projeto, elaborado com entidades como Sebrae..

Na área pública, o Banco do Povo, ligado ao governo do Estado de São Paulo, atingiu a marca dos R$ 100 milhões em crédito a microempreendedores.

No setor privado, Unibanco e Banco Real (ABN Amro) possuem seus programas de microcrédito, com perspectivas de expansão. O primeiro criou a Microinvest, que recebeu aportes do IFC, braço financeiro do Banco Mundial.

O grupo ABN Amro abriu no segundo semestre de 2002 a unidade Real.

O Bradesco criou em suas agências este ano áreas específicas para atendimento às pequenas. E o BankBoston, que tradicionalmente atende a grandes empresas, anunciou um programa para atender ao pequeno empreendedor.

Como Bradesco, Real, BankBoston e Unibanco, instituição planeja ampliar o apoio para os empreendedores.

Epaminondas Neto