A fiscalização dos produtos vendidos nas lojas de material de construção vai aumentar. Um documento que será assinado pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) no próximo dia 11 deverá instituir procedimentos que implementem o compromisso das revendas de materiais filiadas à entidade em comercializar apenas produtos em conformidade com as normas técnicas brasileiras e com o programa setorial de qualidade. “A intenção não é prejudicar as lojas, mas melhorar a qualidade do setor”, afirma Cláudio Elias Conz, presidente da Anamaco.
Num primeiro instante, a Anamaco vai contratar um laboratório credenciado pelo Inmetro. Os técnicos compram os produtos em determinadas revendas e fazem a análise. Os resultados são levados à entidade. Depois disso, a Associação dá um prazo – normalmente de 60 a 90 dias – para que as lojas retirem os produtos irregulares de circulação. “A fiscalização é feita a cada dois ou três meses. Se nesse tempo a revende de material de construção ainda estiver comercializando produtos irregulares será descredenciada da Anamaco, perdendo os benefícios que a entidade oferece”, afirma Conz. Mas ele garante que isso quase nunca acontece. “As lojas respondem muito rápido. O trabalho mais difícil é com a indústria, que necessita de maiores gastos para se adequar”, diz.
Atualmente são credenciadas na Anamaco 60 mil lojas de material de construção em todo o país, sendo 96% delas pequenas e médias empresas. Juntas, elas movimentaram R$ 37 bilhões em 2002, valor que vem crescendo de 4,5% a 6% ao ano desde 1994.