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As armas do comércio para janeiro

Se o varejo como um todo amarga um momento fraco, há um setor que se destaca pelo otimismo. São os comerciantes de material escolar, que estão na expectativa das vendas para o início do novo ano letivo. Em alguns casos, no dia 26 de dezembro os produtos de apelo natalino já haviam perdido espaço nas prateleiras para cadernos, canetas, mochilas e outros itens das listas de escolas.

Não é para menos. Nas papelarias, a receita das vendas de volta às aulas – no início e no meio de cada ano – chega a representar 70% do faturamento anual, de acordo com o porta-voz da associação Brasil Escolar, Said Tayar. A entidade reúne cerca de 600 das aproximadamente 25 mil papelarias existentes no País. No ano passado, 73,9% das associadas cresceram entre 5% e 15% nesse período, informou Tayar. Neste ano, ele acredita que o percentual de expansão oscile entre 10% e 12%.

Visual – A mudança no visual das lojas aconteceu tanto em grandes redes, como a Armarinhos Fernando, quanto em estabelecimentos de menor porte, como a Monily Papelaria, empresa familiar estabelecida há 32 anos na Vila Guilherme, na zona norte da capital.

Motivos para a pressa logo no início do mês de janeiro não faltam. Na Armarinhos Fernando, a volta às aulas está entre as três melhores datas da casa, ao lado de Natal e Dia das Crianças, de acordo com o gerente da matriz da rede, Marcio Gavranic. “O consumidor final compra mais à frente. Já os revendedores, que representam 70% do faturamento da loja, começam a se abastecer já no dia 26 de dezembro, logo depois do Natal”, afirmou o gerente.

Preparativos – Segundo Rosely Ruibal, uma das sócias da Monily Papelaria, o material escolar representa 50% da receita do ano e ajuda a puxar a venda de outros produtos – a loja também oferece itens como uniforme escolar.

Segundo Rosely, o movimento relacionado à venda de artigos escolares deve aumentar na semana que antecede a volta às aulas. “Nesse período, chegamos a atender mil pessoas em um só dia na loja.”

Mas muitos pais preferem comprar logo. É o caso de Aparecida De Santis, que ontem buscava na Monily os itens da lista de material escolar do filho de quatro anos e meio.

Estima-se que aproximadamente de 3 mil papelarias fecham as portas anualmente, pressionadas pela concorrência de grandes redes que atuam no setor. De acordo com a Brasil Escolar, o varejo de papelarias fatura anualmente R$ 4,5 bilhões no País.

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