Albertão defende mudanças na política
Defensor do socialismo cubano, o candidato do PSOL, Edson Albertão, defendeu na manhã de ontem uma mudança no atual modelo de administração pública, implementando ações que favoreçam uma sociedade mais justa e igualitária, em sua participação na reunião da diretoria executiva da Associação Comercial e Empresarial de Guarulhos, ontem, pela manhã.
Albertão fala de suas propostas aos diretores da ACE
Albertão criticou veementemente a política brasileira, que para ele é baseada no toma lá dá cá. “Não compartilho com a corrupção, que em nosso município é bárbara, não só pelo dinheiro, mas pela moral”, disse.
Munido de seu plano de governo, o pesolista falou de suas propostas para saúde, educação, habitação, meio ambiente e política tributária. Na saúde, defendeu que as Unidades Básicas de Saúde ampliem sua atuação no município, a construção de ambulatórios de especialidades nas quatro regiões. “O mais importante não é tratar a doença e sim evitar que as pessoas fiquem doentes”, completou.
Ele criticou, ainda, a falta de tratamento oncológico em Guarulhos. “Você sabe o que é morar na favela, ter câncer e ter que se locomover a Mogi das Cruzes para fazer o tratamento”, falou.
Na habitação, o ex-petista disse não ter soluções mágicas para o setor. Defendeu uma reforma urbana profunda e alfinetou a administração de Elói Pietá. “Aqui em Guarulhos não houve nenhum projeto para quem recebe entre zero a três salários mínimos. Ao contrário, privilegiou quem ganha de três a seis salários”, contou.
Para o meio-ambiente, Albertão defendeu que parte da Serra da Cantareira que fica na região de Guarulhos se transforme em um Parque Municipal e disse que pretende eliminar o despejo de esgoto “in-natura” nos rios e córregos. “Se tiramos o esgoto do rio, conseguimos estabelecer a vida”, contou.
Estranho do ninho – Mesmo dizendo que faz parte da classe proletariada, Albertão não se intimidou com a presença de empresários e defendeu a burocracia para quem deseja abrir uma empresa. “A burocracia é necessária. É preciso exigir, por exemplo, a fiscalização da vigilância sanitária para quem deseja montar um carrinho para vender cachorro quente. O que precisa ser eliminada é a burocracia burra”, disse.
Quanto à política tributária, o candidato fez uma “mea culpa”. Contou que ajudou a aprovar o IPTU Progressivo, que segundo ele, penaliza os pobres. “Não foi progressivo como deveria ser, ao contrário, muitas vezes foi regressivo, sobretudo, para os mais pobres”, falou.
Política – O candidato do PSOL não poupou críticas à atual Câmara de Vereadores, que para ele foi corrompida por salários e benesses. “É provável que a próxima legislatura tenha as piores pessoas eleitas”, disse.
Com investimentos na campanha girando em torno de R$ 37 mil, Albertão reconhece a inferioridade com os outros candidatos. Ele contou que seu partido queria lançá-lo como candidato a vice-prefeito do então ex-companheiro de sigla, Orlando Fantazini, com objetivo de fortalecer a legenda, mesmo assim, preferiu abdicar da reeleição do mandato de vereador. “O pessoal do PSOL que vai entrar é diferente de mim. Eles virão pra cima, com o pé na porta”.
Na próxima terça-feira, 16, a ACE realiza o último encontro com candidatos a prefeito. Desta vez a entidade recebe o governista Sebastião Almeida (PT).







