ACE-Guarulhos

ACE adere à Campanha de Moralização do Cheque

Milhões de correntistas foram incluídos no CCF por devolução de cheques

Mais de 2,7 milhões de correntistas foram incluídos no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), por devolução de cheques somente no mês de agosto de 2003. Este problema atinge o comércio em geral e prejudica também vários outros segmentos. Assim, com o objetivo de mobilizar o empresariado local a ACE-Guarulhos aderiu a Campanha de Moralização do Cheque, lançada em setembro de 2003, pelo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro).

Em recente palestra realizada na ACE, com a presença de diretores e do secretário da Indústria, Comércio e Abastecimento (Sica), Antônio Carlos de Almeida, o presidente do Sindicato, José Alberto Paiva Gouvêia, apresentou os objetivos da campanha e salientou a importância do envolvimento de todo o empresariado. “Os bancos sabem dos problemas que o comércio tem com cheques sem fundos, por isso todas as associações precisam estar juntas nesta Campanha”, informou.

Os maiores incentivadores de cheques sem fundos não são os donos dos CPFs, são os bancos. Hoje, somente com a cobrança das taxas de regularização dos cheques sem fundos, os bancos cobrem toda a sua despesa mensal. Solta, sem responsabilidade, cinco ou seis talões de cheques para o cliente e não cumprem com as normas do Banco Central”, alerta o presidente da ACE, Decio Pompêo Junior.

Estatísticas – Conforme dados do Sincopetro levantados junto ao Banco Central, somente no mês de agosto de 2003, os 10 maiores bancos do Brasil incluíram no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF) mais de 2,7 milhões de correntistas por devolução de cheques sem fundos pela segunda vez (alínea 12). “Os dez maiores bancos do país acumularam mais de 88 milhões de reais com a cobrança de taxas de cheques devolvidos”, diz o presidente do Sincopetro. As instituições financeiras que recebem maior número de reclamações foram os bancos HSBC, Banco do Brasil, Unibanco, Bradesco e Santander – Banespa.

O grande problema é que as taxas bancárias cobradas sobre os cheques devolvidos geram lucro imenso para os bancos e o que é mais agravanteé o fato das instituições financeiras não terem a intenção de moralizar o cheque, porque obtém lucro fácil com as taxas cobradas pelas devoluções.

“Seria obrigação dos bancos ir atrás do cliente, tomar os talões de cheques e bloqueá-los, mas isso não fazem, preferindo obter lucros e vantagens, ainda que em prejuízo da credibilidade do cheque como instituição de crédito”, acrescenta o presidente da ACE. “Da mesma forma como a sociedade civil organizada cobra dos fornecedores e políticos, precisa cobrar dos bancos que, na minha visão,hoje, são os maiores vilões e colaboradores do aumento dos cheques sem fundos “.

Ações já realizadas – A campanha começou no início de setembro, quando o Sincopetro arrecadoujunto aos comerciantes paulistas mais de um milhão de cheques devolvidos de clientes, que foram levados à audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília. Neste encontro alguns deputados federais se declararam dispostos a colaborar, chegando, inclusive, a propor a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar a omissão e as responsabilidades das instituições bancárias, além da falta de fiscalização do Banco Central quanto à aplicação de restrições aos emitentes de cheques sem fundo no mercado.

A segunda etapa da campanhajá iniciou em conjunto com empresários e entidades que reivindicam ações efetivas paramudar esta triste realidade. “Apressão é para responsabilizar os bancos sobre o cheque que é dado para o cliente. Eu não quero brigar com os bancos, só quero o nosso dinheiro” disse o presidente do Sincopetro.

As principais reivindicações da Campanha de Moralização de Cheques. Clique Aqui.

Entenda as normas que os bancos não cumprem. Clique Aqui.

Conheça as formas de falsificação de cheques. Clique Aqui.

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