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Animais de estimação são os novos emergentes

Guarulhos, 22 de setembro de 2008

O setor de produtos e serviços para animais de estimação deve faturar US$ 5,3 bilhões em 2008 contra US$ 4,1 bilhões em 2007. A expectativa baseia-se no crescimento do poder aquisitivo da população em geral, que gerou um fenômeno de ascensão social também para os pets. Um milhão deles passou da classe D para a C junto com seus donos e agora consome ração de melhor qualidade e passou a visitar o veterinário com mais freqüência. Pesquisa realizada neste ano pelo laboratório veterinário Merial Saúde Animal indicou que 30% dos consumidores da classe C consideram seus animais de estimação membros da família.

Representantes do setor demonstraram entusiasmo quanto às perspectivas para o próximo ano. Segundo o diretor executivo da Associação Nacional de Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação (Anfal Pet), José Edison França, apenas a produção de alimentos (rações e complementos) deve crescer 4,1% neste ano.

Em razão deste avanço, o setor está se unindo e formou parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) para incentivar as exportações e, ao mesmo tempo, criar um grupo para negociar junto ao governo federal a redução da carga tributária que incide sobre rações e medicamentos veterinários. Atualmente, a carga tributária que incide sobre o setor como um todo é de 49,9%.

O diretor executivo da Anfal Pet diz que esta é uma batalha difícil, pois todos os governos (federal e estadual) consideram estes produtos supérfluos. No caso específico das rações, França acredita que o mercado brasileiro deve crescer 4,1% em 2008 e registrar avanço de 5% anualmente a partir de 2009. A produção brasileira de ração situa-se em 1,8 milhão de toneladas anuais e seu potencial de consumo está estimado em 3,96 milhões de toneladas em um país que conta com 29,7 milhões de cães, 14 milhões de gatos e quatro milhões de pássaros, peixes e roedores de estimação.

O diretor executivo da Anfal Pet lembra que existe um espaço enorme para fazer este mercado crescer, já que menos da metade deles alimenta-se com ração. E diz que no Japão, 97% dos animais alimentam-se exclusivamente com ração e que o índice nos Estados Unidos chega a 85%.

Feira agitada – Ontem, o primeiro dia da Pet South America foi marcado pela visita tanto de profissionais da área técnica quanto de proprietários de pet shops. Por isso, os estandes que ofereciam produtos e serviços estavam lotados.

A Perigot, empresa paulistana que produz camas para animais de estimação, espera obter R$ 250 mil nos três dias de feiras para proprietários de pet shops. O diferencial das camas apresentadas é que elas têm dupla face, são fabricadas com material anti-alérgico e podem ser lavadas em máquinas de lavar roupas. Os preços variam de R$ 67 a R$ 120. O proprietário, Luciano Ilario, diz que a feira será uma oportunidade para fechar negócios com clientes das regiões Sul e Norte.