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Emprego em alta reduz inadimplência no cartão

Guarulhos, 28 de agosto de 2008

A queda da taxa de desemprego e o aumento médio da massa salarial favorecem o aumento do consumo e também a maturidade do brasileiro em sua relação com o crédito. Prova disso é a queda de três pontos percentuais na taxa de inadimplência no saldo dos cartões de crédito nos últimos dois anos. De junho de 2006 a julho de 2008, os atrasos de 15 a 90 dias caíram de 7,6% para 4,6%. No mesmo período, a inadimplência no varejo aumentou 20,5%.


Uso do cartão de crédito está em alta

Os dados fazem parte do estudo “Consumo consciente no mercado de cartões de crédito”, apresentado pela Itaucard. “Os números mostram mudança na relação do consumidor com sua renda. Ele está mais consciente do limite do endividamento”, disse o diretor de marketing da empresa, Fernando Chacon. Segundo ele, também contribuem para a melhora as opções de financiamento sem juros no cartão e o aumento do crédito, que em julho chegou a 37% do Produto Interno Bruto, conforme o Banco Central.

Chacon afirmou que existe relação estreita entre o crescimento do crédito e do consumo e, conseqüentemente, da utilização do cartão de crédito – inclusive em segmentos que antes não usavam esse meio de pagamento. Entre junho de 2007 e junho deste ano, a expansão das vendas no varejo foi de 10,6% e a do faturamento dos cartões chegou a 16,5%. “Seguro na manutenção de seu emprego em um futuro próximo, o brasileiro passou a parcelar suas compras com mais segurança. E isso aparece no crescimento do faturamento da indústria de cartões.”

Consumo em alta – Para Chacon, o uso do cartão de crédito também é uma maneira de o consumidor proteger seu poder de compra em época de alta da inflação. Apesar dos sucessivos aumentos da taxa básica de juros, o faturamento da indústria de cartões continua subindo. A previsão é de que encerre agosto com receita total de R$ 19 bilhões, ante R$ 18,4 bilhões em julho.

O diretor da Itaucard também afirmou que o cartão de crédito é uma ferramenta que auxilia no consumo consciente. “Além do parcelamento sem juros, o consumidor tem a opção de parcelar a fatura para adaptar as mensalidades fixas ao orçamento”, destacou.

Na opinião dele, os juros para financiamento estão relativamente menores do que há alguns anos, graças ao controle da inflação. “Eles seriam maiores se a inadimplência não estivesse em queda”, afirmou.