Recorde nos empregos
Puxado pelos serviços e pela construção civil, o mercado de trabalho do País abriu 1,36 milhão de vagas com carteira assinada no primeiro semestre do ano, resultado 24,2% superior ao mesmo período do ano passado. Somente em junho, foram criados 309,4 mil empregos, 70% mais do que em junho de 2007.
Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, que foi divulgado ontem, e se tornaram os novos recordes, semestral e mensal, da série histórica do Caged, iniciada em 1992.
Com os dados de junho, o estoque de empregos formais no País aumentou 4,7% atingindo 30,4 milhões de postos de trabalho. Empolgado, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, elevou para “mais de 2 milhões” a projeção de abertura de empregos formais este ano. Até maio, o ministro apostava em 1,8 milhão de vagas. “Todos os indicadores revelam pujança da nossa economia e estou muito otimista”, disse Lupi.
No período de 12 meses até junho, o Caged registra a geração de 1,88 milhão de postos com carteira assinada. De 2003 a 2008, são 7,63 milhões.
O Caged é elaborado pelo Ministério do Trabalho a partir dos dados de contratações e demissões das empresas privadas, que seguem a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Não entram na estatística os empregados domésticos e os servidores públicos.
No semestre, os serviços se destacaram com a criação de 438,8 mil ocupações, quase 34% mais que no mesmo período do ano passado. Houve um incremento de vagas nas empresas de alimentação e de administração de imóveis. A construção civil também foi destaque com a criação de 197,2 mil empregos de janeiro a junho deste ano, ante 97, 5 mil no mesmo período de 2007.
“O setor tem crescido não só com as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), mas também devido à melhoria da regulação e de acesso ao crédito”, afirmou Lupi. Até junho, a indústria de transformação abriu 317,9 mil vagas, o comércio contratou 132,1 mil pessoas e o setor agropecuário criou mais 227 mil empregos.





