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Economia em ritmo acelerado

Guarulhos, 04 de julho de 2007

A economia brasileira deve se acelerar mais que o normal do primeiro para o segundo semestre deste ano

Tradicionalmente, o Produto Interno Bruto (PIB) cresce 1,5% entre esses dois períodos. Neste ano, a expectativa é de um salto de 3%. A projeção é do diretor da RC Consultores, Fábio Silveira, que atribui a aceleração no ritmo de crescimento do PIB ao deslanche da indústria.

“A redução na taxa de juros começa a ter efeitos mais significativos na produção industrial”, diz Silveira. Ele observa que o ritmo da indústria está se recuperando lentamente, mas de forma sustentável, puxado pelo bens de capital.
A produção industrial de maio, que será divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deve mostrar crescimento de 4,7% ante maio de 2006, segundo projeções da consultoria.

Serviços
– A consultoria MB Associados projeta crescimento próximo de 5% para o PIB no segundo semestre na comparação anual. “O período deve ter um ritmo mais forte que o primeiro semestre, principalmente pela continuidade da recuperação do setor de serviços e o maior crescimento da indústria, por conta do mercado interno”, diz Sergio Vale, economista da MB. Do lado da demanda, segundo ele, continuam boas as perspectivas para os investimentos.

“A indústria, que vinha patinando, crescendo perto de 3% em 12 meses, vai se acelerar neste semestre”, diz Roberto Padovani, economista-chefe do banco WestLB. Para ele, o aumento da produtividade por meio de investimentos e a queda dos juros devem impulsionar o ritmo da atividade industrial a partir de agora.
Padovani diz acreditar que o primeiro semestre tenha fechado com crescimento econômico maior do que o esperado. Entre as evidências, ele cita o bom desempenho do comércio, a elevação do uso da capacidade instalada da indústria e o baixos níveis de estoques.

No segmento de construção civil, por exemplo, as expectativas para o segundo semestre são as melhores dos últimos oito anos. Essa é uma das principais constatação de sondagem trimestral do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), com 300 empresas em todo o País. Numa escala de zero a 100, a avaliação das perspectivas de desempenho dos negócios atingiu índice de 59,3 pontos, o que representa melhora de 21,5% em relação ao resultado em igual período de 2006. A entidade projeta avanço de 7% para o PIB do setor em 2007. No ano passado, o crescimento da construção civil foi menor, de 4,9%. (AE)