As micros e pequenas se fortalecem
O número de micros e pequenas empresas (MPEs) do Estado de São Paulo cresceu 23% entre os anos 2000 e 2004, ao saltar de 1,255 milhão de estabelecimentos para 1,544 milhão. Elas foram responsáveis pela geração de 475 mil novos empregos com carteira assinada, o equivalente a 55% das vagas formais geradas no período – mais da metade (260 mil) oferecidas pelo comércio, seguido da indústria (109 mil) e do setor de serviços (106 mil). A pesquisa também indica que as micros e pequenas empresas estão mais fortes. A taxa de mortalidade das empresas caiu de 71% do total de empreendimentos, em 2000, para 54% em 2004.
Os números compõem pesquisa do Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae/SP), com análise dos dados de 43 regiões do Estado. Embora 2005 e 2006 não estejam incorporados ao estudo, as tendências indicadas na pesquisa tendem a permanecer, segundo o coordenador do Observatório das Micros e Pequenas Empresas do Sebrae/SP, Marco Aurélio Bedê.
Ele apenas ressalva que o crescimento poderá dar-se em bases menores. “O ano de 2004 foi de economia forte. Possivelmente, em 2005/2006, o crescimento deve ter sido menor, mas a tendência continua positiva”, garante.
Além da geração de emprego e nascimento de novos empreendimentos, o coordenador destaca que as micros e pequenas empresas estão mais fortes. Segundo Bedê, no ano de 2000, 71% das MPEs de São Paulo morreram antes de completar cinco anos; e o índice caiu para 56% em 2004 e a tendência é de baixa. Pesam a favor, segundo ele, a expansão do regime do Simples e os esforços para capacitação do micro e pequeno empresário.
Origem – Elaborada para mostrar “onde estão as micros e pequenas empresas em São Paulo”, a pesquisa aponta que os maiores centros urbanos do estado – como Campinas, São José dos Campos, Santos, Sorocaba e Grande São Paulo – concentravam 66% das MPEs. Há, no entanto, uma tendência à desconcentração, rumo a Campinas, Santos e centro-norte do Estado. No corte por segmentos, a maior expansão deu-se no setor de serviços (29%), seguido do comércio (22,6%) e indústria (10,5%).
Vencedor – Para o fundador da Fatto a Mano 1, Amaury Carvas, o que pesou mesmo foi a perseverança e o senso de oportunidade. Ele está entre as micros e pequenas empresas que contribuíram com o aumento do número de empregos formais no estado.
Sua empresa fabrica massas especiais e é a evolução de um delivery de lanches, concebido em 1985, na zona sul de São Paulo. Era uma micro-estrutura. Além dele, trabalhavam apenas a irmã e sócia, Áurea Carvas, uma prima e dois funcionários. Amaury redesenhou o negócio várias vezes, para incorporar demandas da clientela. O primeiro grande salto da empresa ocorreu em 1991, quando a lanchonete, de 80 metros quadrados, transformou-se em um restaurante, em nova área, com 160 metros quadrados e cerca de 8 novos funcionários.
Ali, depois de comprar a empresa fornecedora de massas, aprimorou sua operação e decidiu dedicar-se ao ramo, formatando o negócio no antigo restaurante, que operou por seis anos. Hoje, fornece seus produtos para uma carteira de seletos clientes, entre os grandes hotéis da capital, com a ajuda de 12 funcionários. Quatro deles, contratados em 2006. Até o final do ano a empresa ganhará nova sede.
Posse no Sebrae – A apresentação do estudo, ontem, serviu para marcar a posse do novo Conselho Deliberativo e da nova diretoria do Sebrae-SP. Assumiram Ricardo Tortorella, como diretor-superintendente; Paulo Arruda, diretor técnico; Milton Dallari, como diretor administrativo-financeiro; e Fábio de Salles Meirelles, como presidente do Conselho Deliberativo.





