Comércio: expansão de 5% em 2007
A expansão do crédito e o aumento da massa salarial ajudaram o varejo em 2006, segundo o técnico da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Nilo de Macedo Lopes. Dados mostram que, nos 11 primeiros meses de 2006, o volume de vendas cresceu 6,25%. Neste ano, a expansão deve ficar entre 4% e 5%, projeta o diretor do Instituto Gastão Vidigal, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo.
Os bens duráveis continuaram em alta em 2006. Segundo o IBGE, o segmento de móveis e eletrodomésticos cresceu 10,93% até novembro, puxando o resultado geral. Para Solimeo, os duráveis devem ter bom desempenho em 2007.
As vendas de veículos cresceram 7,14% nos 11 primeiros meses de 2006 em relação a igual período do ano anterior, influenciadas pela expansão do crédito, fundamental para produtos de maior valor.
Deflação – A deflação dos preço dos alimentos também contribuiu para os números favoráveis do comércio. Segundo o IBGE, as vendas de produtos alimentícios, bebidas e fumo e em super e hipermercados tiveram expansão de 7,64% de janeiro a novembro.
O pior resultado em 2006 ficou com as vendas de combustíveis. Nos 11 primeiros meses do ano, o segmento perdeu 8,33% em negócios.
São Paulo – No ano, até novembro, o volume de vendas no comércio paulista teve crescimento de 5,88%, segundo o IBGE. São Paulo é responsável por 41% das vendas ampliadas (computados veículos e material de construção) dentro do território nacional. Se toda a região Sudeste for levada em conta, esse percentual sobe para a casa de 60%, considerando os números de Rio de Janeiro (10,2%), Minas Gerais (7,7%) e Espirito Santo (1,7%). Mas essa participação já foi maior. Segundo Lopes, o Nordeste tem tido crescimento maior nas vendas, o que ele atribui a programas de complemento de renda, como o Bolsa Família.







