Prefeitura lança o programa “Planejando o Futuro de Guarulhos”
A Prefeitura de Guarulhos abriu oficialmente nesta terça-feira, dia 15, o calendário de plenárias do Orçamento Participativo (OP) 2004, que se estenderá até 23 de agosto, sempre às terças, quintas, sextas e sábados. A primeira reunião acontecerá no Centro Educacional do Pimentas (estrada do Caminho Velho, 333, na Água Chata), a partir das 19 horas.
Este ano, a Prefeitura está lançando o programa “Planejando o Futuro de Guarulhos”, que visa colocar todos os setores da sociedade juntos para auxiliar na construção da cidade, através de um planejamento participativo de curto, médio e longo prazos.
Dessa forma, o OP teve o seu formato original alterado e a eleição de demandas passou a ser bianual. Neste ano, ao invés da população escolher três intervenções a serem realizadas em cada região, serão eleitos temas (educação, saúde, habitação, segurança, transportes, entre outros) e aqueles que tiverem mais votos serão debatidos posteriormente na Conferência Municipal das Cidades, a ser realizada na primeira quinzena de setembro. Além disso, a população também participará da definição de onde sairão os recursos para a viabilização das obras emergenciais.
Além disso, as plenárias deste ano servirão para que seja feita uma avaliação do programa, com a apresentação do balanço destes dois anos de existência do OP. Desde o OP foi implantado em nosso município, cerca de 25 mil pessoas participarão das plenárias deliberativas e consultivas. Em relação aos compromissos assumidos nas plenárias de 2002, 49% delas foram concluídas, 11% têm previsão de entrega até o próximo mês de dezembro, 27% estão com suas obras em andamento, 10% se encontram em fase de elaboração de projeto e 3% já abriram o processo de licitação. Quanto aos compromissos de 2003, 4% foram concluídas, 53% serão entregues até dezembro do próximo ano e 43% estão em preparação para execução.
Futuro
Segundo o prefeito Elói Pietá (PT), as demandas populares no próximo ano serão apresentadas de acordo com as definições e critérios a serem estabelecidos na Conferência Municipal, visando estabelecer diretrizes ligadas ao desenvolvimento econômico com inclusão social. “São necessários dois anos para a execução das obras e projetos que são indicados e aprovados no OP, daí a razão da mudança na sistemática”, declarou.
Pietá também afirmou que o Orçamento Participativo continua tendo um papel fundamental, pois é preciso construir os planos diretores setoriais para o município e integrá-los com a sociedade civil e as demandas do OP. “Nossa intenção é aperfeiçoar os mecanismos para construir a cidade que queremos. A esperança e o sonho movem o futuro, mas a realização daquilo que a gente sonha é que move o presente”, definiu Pietá.







