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Estado tem capital de giro com juros a partir de 1% para as microempresas

Guarulhos, 26 de fevereiro de 2003

arteMesmo com os juros em alta, o pequeno empresário tem opções para conseguir empréstimos a taxas mais baixas. O Banco Nossa Caixa oferece financiamentos de até R$ 100 mil com juros a partir de 3,1% ao mês para capital de giro (contra a média de 4,12% do mercado). Além disso, o Banco do Povo, do governo do Estado, tem crédito a 1% para giro, mas o teto para essas operações é de R$ 1 mil.

Embora tenham limitações, essas linhas podem ser interessantes para o pequeno empresário que dispõe de poucas oportunidades para captar recursos. A situação é ainda mais complicada para o segmento “micro”, em que as taxas de juros se equiparam às cobradas da pessoa física (as mais altas do varejo bancário).

O Banco do Povo Paulista é iniciativa da Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho, que acumula R$ 81,4 milhões em créditos concedidos (posição até final de janeiro) – R$ 42,32 milhões somente no ano passado, com 17.142 contratos. Segundo a assessoria da Secretaria, a meta é atingir entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões em novas concessões este ano. A vantagem dessa linha de crédito é a redução de burocracia para acessar o empréstimo. Tanto que 77% dos tomadores atuam no segmento informal (dado de janeiro de 2003).

É necessário comprovar tempo de residência no município e de abertura da empresa (pelo menos 6 meses). O custo também é um dos mais baixos do mercado, considerando ainda que não há outras tarifas a embutir, comuns nos bancos tradicionais. Desde setembro de 1998, o Banco do Povo oferece linhas para capital de giro ou investimentos a 1% ao mês, com prazo de carência de 6 a 18 meses. Há, no entanto, uma limitação para os microempresários com maior capacidade de pagamento: os empréstimos não podem passar de R$ 5 mil. Além disso, é preciso provar que o faturamento bruto não ultrapassou os R$ 87,3 mil nos 12 meses passados.

Atendidas a essas exigências, ainda há passos para conseguir o dinheiro. Se aprovada a demanda, o interessado vai receber um cheque nominal da Nossa Caixa, após ter apresentado três orçamentos para sua requisição.

O Banco Nossa Caixa tem linhas de crédito exclusivas para empreendedores com faturamento maior de R$ 1,2 milhão por ano. Os empréstimos têm teto bem maior: caso comprove capacidade de pagamento, o tomador pode acertar linhas de até R$ 100 mil. Para empresas emergentes, isto é, com pelo menos seis de existência, o limite é de R$ 35 mil.

As exigências são bem maiores que as do Banco do Povo, mas ainda assim são mais desburocratizadas que as modalidades tradicionais. Entre as exigências, está a obrigatoriedade de ser correntista há pelo menos 6 meses. A taxa de juros também está abaixo do mercado. Por exemplo, por uma linha de capital de giro com retorno parcelado, com prazo de carência entre 2 a 6 meses, o microempresário paga juros de 3,1% a 3,3% ao mês.

No mercado, pratica-se 4,12% ao mês, na média, pelos últimos dados da Anefac (Associação dos Executivos de Finanças). O mesmo vale para as linhas de desconto de duplicatas, de 3,2% a 3,4%, ante 4,23% da média geral do mercado. De acordo com a assessoria do banco, estão previstos ajustes nessas taxas a partir desta semana.