Seguradoras usam perfil para não pagar sinistro
A falta de objetividade nos questionários de avaliação de risco, utilizados para calcular o valor do prêmio no seguro de automóveis, tem causado graves prejuízos aos consumidores, provocando até a recusa ao pagamento de indenização em caso de sinistro.
O chamado perfil, cada vez mais popular no mercado, virou a principal justificativa das seguradoras para negar o pagamento, alegando que houve por parte do segurado inexatidão ou omissão nas informações fornecidas na assinatura do contrato.
Para evitar o problema, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) está elaborando, juntamente com o sindicato dos corretores e as seguradoras, a padronização dos termos usados no questionário. Segundo Neival Freitas, diretor da Susep, as perguntas do questionário precisam ser feitas com as devidas clareza e objetividade:
Vamos estabelecer como devem ser elaboradas as perguntas sobre cada tema relevante para o cálculo do prêmio, como o que trata de quem conduz o veículo.
A negativa de cobertura por parte das seguradoras com base em questionários de avaliação de risco, que dão margem a múltiplas interpretações, é proibida pela Susep desde novembro de 2000. Mas muitos consumidores continuam a ser prejudicados.
De janeiro a agosto deste ano, o Procon de São Paulo recebeu 838 consultas e 170 reclamações relacionadas a seguros de carro no ano passado, foram 1.444 consultas e 309 reclamações. As principais queixas são sobre contratos, não-pagamento de indenização e divergência no valor da indenização.







