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2004: um ano de sucesso para o comércio exterior brasileiro

Faltando menos de três dias para o término de 2004, a balança comercial brasileira já registra valores recordes sobre o ano de 2003. No acumulado dos 12 meses (dezembro de 2003 a novembro de 2004) tanto as exportações quanto o saldo comercial ultrapassam a meta estipulada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, de US$ 94 bilhões e US$ 32 bilhões, respectivamente.

De acordo com o secretário de Comércio Exterior do Ministério, Ivan Ramalho, todas as metas para 2004 foram atingidas. Assim, a corrente de comércio representará 27,6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Na opinião de Ramalho, a diversificação dos produtos exportados e a variedade de países que passaram a comercializar com o Brasil foram fundamentais para os bons resultados alcançados no ano. “Se de um lado tivemos a queda nos preços de algumas commodities, por outro importantes produtos da pauta de exportação apresentaram elevação de valor, como os siderúrgicos, petróleo e carne suína”, afirma o secretário.

Mas nem só de vendas vive o comércio brasileiro. Também as importações atingiram valores recordes. De janeiro até a terceira semana de dezembro somaram US$ 60,692 bilhões, 28,5% mais que em 2003. Tudo leva a crer que essas compras estão diretamente ligadas à retomada na economia do País.

As exportações mantiveram a média de crescimento verificada desde o começo do ano e totalizam, até quarta-feira passada, US$ 94,241 bilhões, valor também 28% superior ao registrado no ano passado e acima da meta anual. Já o saldo comercial, apenas até a terceira semana de dezembro, chegou a US$ 31,893 bilhões.

Principais parceiros – Segundo o MDIC, Estados Unidos e Argentina continuaram sendo os principais parceiros do Brasil em 2004. Para os Estados Unidos, as vendas, que iniciaram o ano em queda, apresentam, de janeiro a novembro, um incremento de 20% sobre igual período de 2003. No caso da Argentina, o aumento foi de 65%.

Além do crescimento, a boa notícia é que esses dois países são os grandes compradores de produtos manufaturados brasileiros, como aviões, automóveis e telefones celulares.

Expectativa – De acordo com o ministro Furlan, o Brasil atingirá a meta de exportar US$ 100 bilhões, estabelecida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já em 2005, um ano antes do prazo esperado.

Durante o 24º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), realizado em novembro em São Paulo, o ministro ainda destacou que o total movimentado pela balança comercial chegará a US$ 200 bilhões no próximo ano.

“Para isso, devemos apenas não abrir mão do que já foi conquistado”, ressaltou. Segundo Furlan, o Brasil ainda tem uma imagem muito limitada no exterior, que é a de samba, café e Pelé. Apesar dessa ser uma visão simpática, ela não produz resultados concretos para as empresas.

Para o ministro, é preciso mostrar ao mundo que o País está na linha de ponta da biotecnologia, que tem a melhor tecnologia na automação bancária e está na linha de frente na produção de software. Segundo Furlan, o empresariado brasileiro está mudando de atitude em relação às exportações, e vendo que elas são um bom negócio para as empresas nacionais.

Patrícia Büll

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