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Banco enfrenta problemas com novo sistema de pagamentos

Guarulhos, 17 de maio de 2002

Com mais de três semanas em operação, o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) enfrenta problemas de atraso no fechamento diário das operações financeiras pelos bancos, de descasamento no registro de ordens de compra e venda de ativos entre as corretoras de valores e dificuldades operacionais nos bancos custodiantes de fundos de investimentos.

Nas operações entre corretoras, chega a ocorrer “sumiço” de TEDs (Transferência Eletrônica Disponível, que permite a transferência de recursos em tempo real), o que as obriga a refazer operações. “Quando isso ocorre, temos que sair atrás da TED, que pode ter ido para outra conta”, diz Eduardo Fonseca, diretor-gerente da corretora Souza Barros.

Já os atrasos no fechamento diário das operações pelos bancos vêm sendo reduzidos, segundo Luiz Gustavo da Matta Machado, chefe do departamento de operações bancárias do Banco Central. O horário de 18h30 vinha sendo prorrogado até 21h30, diariamente, mas nesta semana o sistema chegou a fechar às 19h30.

Há, ainda, reclamações de gestores de fundos de investimento de que instituições custodiantes dos seus ativos demoram em liquidar as operações de compra e venda de papéis dos fundos. Isso estaria ocorrendo com o Itaú, maior custodiante do mercado.

Segundo Eduardo Zago, diretor-gerente do Itaú, o que ocorre é que há um ponto de estrangulamento no SPB, que é o “batimento” das operações. “Temos que bater as informações dos gestores com as de quem comprou ou vendeu um ativo para eles e isso, hoje, demora 27 minutos, em média.”

SANDRA BALBI